Contra o suicídio, experimenta Jesus
A notícia veiculada pela imprensa brasileira no início de dezembro sobre os indícios de que conhecida atriz de 50 anos, residente na capital paulista, teria cometido suicídio, trouxe novamente à tona as discussões sobre este grave problema social, que já está sendo considerado como questão de Saúde Pública. Embora a taxa de suicídios no Brasil seja considerada baixa (4,5 por 100 mil habitantes) em relação a outros países, nem por isso o tema deixa de preocupar, já que este número se soma aos cerca de 1 milhão de pessoas que tiram a própria vida todos os anos no mundo. E, segundo recente projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (Iasp, na sigla em inglês), até 2020 o número de suicídios deverá crescer 50%, atingindo a marca de 1,5 milhão de casos.
Sobre o tema, vale recordar a página “Solução ideal”, de Joaquim Murtinho, parte do livro “Seareiros de volta”, de Espíritos diversos, psicografado por Waldo Vieira:
“– Perdeste a fé em ti mesmo e pensas acabar com tudo?
– Carregas tamanha desilusão, no tocante aos outros, que não mais encontras razão para viver?
– Acalentas propósito oculto e absolutamente imanifesto de desertar da existência?
Calma! Ainda não tentaste todos os recursos nos problemas que te espezinham.
Espera! Muitas equações existem que não foram lembradas.
Medita! A esperança não pode morrer assim.
Sofreia ímpetos, pacifica pensamentos, ventila o cérebro e desanuvia o coração.
Quem tem direito de desfazer-se da vida? E, além disso, quem já usufruiu todos os encantos e arrebatamentos, lícitos e naturais, que a experiência humana pode oferecer?
Sempre há uma solução que ainda não foi aventada; uma ideia que ninguém teve; uma pessoa a que se não recorreu; uma saída até agora não entrevista.
Hás de convir que a tua vida na Terra nem sempre foi um caminho em fogo, como acontece agora, e concordarás em que já colheste momentos de júbilo inolvidável.
Impossível acreditar que não te recordes, com sincera saudade, de episódios felizes que a lembrança, de vez a vez, te induz a revisar na memória enternecida.
A romagem oscila sempre entre a dor e o prazer, a lágrima e o sorriso. Se presentemente troa a tempestade, logo mais se abrirá o horizonte na apoteose do arco íris.
A ponderação, até hoje, onde aparece no mundo, consegue evitar o desastre. O teu caso não será exceção.
Jesus, tão discutido, tão mal-interpretado e, contraditoriamente, tão amado, é a fórmula ideal. E sua voz ainda nos ecoa aos ouvidos: ‘Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.’
Ir a Jesus demanda atitudes específicas nas trilhas do burilamento espiritual, como sustentar a esperança, reconhecer-se mais humilde, garantir a serenidade na resignação, não exagerar as próprias conveniências, sair de si mesmo, servir aos outros, perseverar no melhor.
Receberemos e receberás o alívio prometido por Ele, através do reencontro contigo na íntima superação do desencanto e do desespero, pela rendição racional à paciência e ao erguimento do bem, quando achares a paz que supunhas fora de ti, a confiança momentaneamente eclipsada, a alegria a que te desabituaste e o anseio de viver que reabraçarás, exultante de regozijo.
Bem-aventurado és tu que choras, porque serás consolado.
O Evangelho, à luz do Espiritismo, tem aquilo que procuras.
Nas mágoas e provações que te alanceiam a alma já usaste múltiplos remédios que não te minoraram a dor, porém, não exauriste a farmacopeia da vida.
Falta-te ainda a terapêutica essencial.
Experimenta Jesus.”
(SEI – Serviço Espírita de Informação, nº 2.172, de 1-15/01/2010 – www.lfc.org.br/sei)
Última atualização (Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 14:10)


