Sonhos
O que fazemos quando dormimos? Pergunta muito comum, e para a qual muitos de nós ainda não temos resposta.
Há tantas teorias a respeito do sono e dos sonhos que até confundem as criaturas.
Perguntado aos benfeitores espirituais, em O livro dos Espíritos, sobre o assunto, esses responderam que o sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono.
O sono liberta, parcialmente, a alma do corpo permitindo-lhe entrar em relação com o Mundo dos Espíritos.
Através dos sonhos poderemos visitar entes queridos já falecidos, ir a países distantes, entrar em contato com pessoas vivas.
A alma, independente durante o sono, procura sempre seus interesses. Procura Espíritos inferiores para atividades conjuntas ou vai em busca de conhecimento junto a Espíritos elevados.
Quando dorme o corpo, a alma mantém seu livre-arbítrio, sua livre vontade.
Mas, por que nem sempre nos lembramos dos sonhos? Será por que não sonhamos?
Comportamentos esdrúxulos
A criatura humana, pela sua procedência espiritual, está equipada de recursos que lhe facultam a crença natural na imortalidade da alma. Nela predomina o atavismo da fé espontânea, que lhe constitui recurso iluminativo, provendo-lhe de ânimo para a resistência a quaisquer adversidades e infortúnios, por sentir que a existência corporal é, sem dúvida, uma experiência educacional e não a realidade em toda a sua exuberância. No entanto, à medida que envereda pelos meandros do comportamento conflitivo, elabora mecanismos de resistências contra a sobrevivência, em inquietantes tentativas de aniquilar a vida, como, se dessa forma, se pudesse evadir por definitivo do sofrimento e das frustrações. Inconscientemente, rebela-se contra os impositivos da evolução, e, guindando-se ao prazer, gostaria que as sensações tivessem uma duração indefinida, longe de responsabilidades e esforços. Nesse momento, predominam-lhe as sensações e deixa-se iludir pelas falsas alegrias que desfruta. Toda a historiografia da vida é formada na evidência da imortalidade da alma, que sempre se tem feito presente em todos os fastos do pensamento, nos diferentes povos e épocas transatas. Apesar disso, o desejo do aniquilamento, para fugir dos defeitos dos atos, despertam-lhe um sentimento utópico de negação com o qual se debate nos variados sistemas que cria, para sustentar o conceito estranho do aniquilamento da vida. |
Do aprendizado de Judas
“Não obstante amoroso, Judas era, muita vez, estouvado e inquieto. Apaixonara-se pelos ideais do Messias, e, embora esposasse os novos princípios, em muitas ocasiões surpreendia-se em choque contra eles. Sentia-se dono da Boa-Nova e, pelo desvairado apego a Jesus, quase sempre lhe tornava a dianteira nas deliberações importantes. Foi assim que organizou a primeira bolsa de fundos da comunhão apostólica e, obediente aos mesmos impulsos, julgou servir à grande causa que abraçara, aceitando a perigosa cilada que redundou na prisão do Mestre. Apesar dos estudos renovadores a que sinceramente se entregara, preso aos conflitos íntimos que lhe caracterizavam o modo de ser, ignorava o processo de conquistar simpatias. Trazia constantemente nas lábios, uma eferência amarga, um conceito infeliz. |




Este livro é o primeiro da Coleção Amar é Viver em Família. Tem como objetivo focalizar as disfunções familiares e como desenvolver uma família saudável. Veremos várias situações patológicas vividas em família por pessoas reais - embora seus nomes sejam fictícios - e como transformar famílias disfuncionais em famílias saudáveis, com base nos princípios da Doutrina Espírita e na psicologia transpessoal. Convidamos você para as reflexões que este livro propõe, destinadas a todos aqueles que desejam uma família saudável e estão dispostos a realizar todos os esforços necessários para consecução dos seus objetivos.




